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O livro “Aprendendo sobre honestidade com Lili” sendo representado pelo Grupo Trama de Teatro

Fui convidada pelo grupo @tramadeteatro a participar de um projeto muito bacana em Contagem, chamado #LivroCenAção, que reuniu 13 atores e 13 escritores da cidade contagense. Cada ator escolheu uma obra e teve o livre arbítrio para encenar como desejar. O livro escolhido foi o “Aprendendo sobre honestidade com Lili” que fala sobre #política para #crianças. O ator, músico, poeta e fundador Cia Boemia de Teatro, @gabriel.r.moreira , também conhecido como Frodo, foi quem narrou e trouxe mais elementos para a cena de forma a enriquecê-la, respeitando a minha personagem Lili.

Agradeço a todos do grupo Trama, Carlos, Frodo, ao editor por lembrarem do meu livro.

Quem quiser conferir, é só acessar o link na página do grupo @tramadeteatro.
https://m.youtube.com/watch?v=cz2SkEwk2Es&feature=youtu.be

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Entrevistada pelo Itaú Social!

Fiquei extremamente lisonjeada com o convite da jornalista @nathaliabini (nota mil) para eu dar um depoimento sobre minha humilde jornada como escritora e sobre o Projeto da Biblioteca Solidária para o @itausocial. A Nathalia me localizou por meio de uma das pessoas que eu mais admiro no mundo, @karinamurta. Foi muito especial ser fonte de uma editoria que entrevista pessoas tão especiais pelo Brasil. Quando eu li outros depoimentos, confesso que achei que eu nem merecia ser indicada. Só gente boa mesmo. Minha verdadeira gratidão por isso.

É difícil falar da gente, né? Morro de receio de parecer narcisista e vaidosa.
Mas certa vez, li uma frase de uma escritora do século XVIII, Jane Austen, e gostaria de parafraseá-la. “Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa”. Gostei desse conceito e, de fato, meus livros são feitos com muito amor e muita responsabilidade. Tenho orgulho em poder escrever isso. Cada linha dos meus livros foi revisada por profissionais que eu admiro e respeito, além de trazerem temas que eu acredito, como empatia, amor, inclusão e equidade.

Queria citar tanta gente especial e que me ajuda tanto, mas no fundo, elas sabem quem são, porque eu não canso de falar e agradecer pessoalmente.

O depoimento está neste link: https://www.itausocial.org.br/noticias/conversas-inclusivas/

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Visita à Sejusp

Que manhã especial! Nessa terça- feira, 3 de fevereiro, foi dia de conhecer o departamento da Secretaria Estadual de Defesa Social, na Cidade Administrativa, e falarmos mais sobre a Biblioteca Solidária nos presídios. Além de um bate-papo superagradável, ganhei um presente tão lindo: uma miniatura de uma cozinha rústica feita por presidiários de Três Corações.

Esse projeto, que eu tenho o maior orgulho em fazer parte, só foi possível graças ao empenho e parceria da Diretoria de Ensino – DEP da SEJUSP, nas pessoas da diretora Bruna Aguiar, Andreia Flois e Bia Teles, além de parceiros como o Padre Ferreira ( da comunidade do bairro Monte Castelo), ao @projetosorrisomg ( nas pessoas de @caubymorais e @josiane_ciolette) e todas as pessoas que têm doado livros com tanto carinho. Conseguimos cerca de 5 mil livros que foram e serão repassados para aproximadamente 70 presídios. 👏🏿👏🏿👏🏿. Muito obrigada, do fundo do meu coração 💓💓).

A Biblioteca Solidária nos presídios é um sonho, um projeto coletivo que acredita na evolução humana, por meio da leitura e em um trabalho constante para diminuirmos a reincidência de presos. Sua essência sempre foi e será apartidária, democrática e isenta de preconceitos e julgamentos.

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THE WALKING LIBRARY- Já ouviu falar?

Recentemente, eu vi no instagram da professora @profa.isabelleanchieta uma
fotografia que me chamou muitíssima atenção, por razões óbvias: uma biblioteca ambulante, em Londres, na década de 1930. A curiosidade veio por ser uma mulher (época em que o machismo reinava), carregando esses livros e a maneira como os carregava. Indo mais a fundo, a imagem vinha com a seguinte legenda: “THE WALKING BIBLIOTECA: Londres, Inglaterra – Os críticos estão sempre comentando que nós, neste país, estamos muito atrás dos países europeus quando se trata de pegar livros emprestados em bibliotecas. Bem, essa garota empreendedora em Rumsgate resolve o problema levando seus livros em uma prateleira amarrada às costas pelas ruas e, de porta em porta, as pessoas podem pegá-los emprestados por uma semana ao preço de dois pence”.

Antes da legenda, eu me questionei tantas coisas: o peso desses livros, o que a levou fazer esse gesto, se alguém a “obrigou a fazer isso” e a satisfação que ela deve ter sentido em promover a leitura. Eu tb me perguntei se eu teria coragem de fazer isso (acho que não, porque não tenho resistência com peso. rsrsrs)

O fato é que esta imagem me remeteu ao espírito de uma Biblioteca Solidária, que independentemente de ser grande ou pequena, o essencial é o livro poder circular, proporcionar que as pessoas leem aquilo que as interessam e assim vão abrindo horizontes e, quem sabe, sonhos e possibilidades?

Fonte: https://www.smithsonianmag.com/smart-news/a-brief-history-of-taking-books-along-for-the-ride-180959116/

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Mesmo com a pandemia, presídios são contemplados por meio da Biblioteca Solidária

No início do ano, lancei o Projeto “Biblioteca Solidária”, com o intuito de levar livros para várias instituições, sejam elas, hospitais, creches, casas de recuperação, Centros Prisionais etc. Com a divulgação do Jornal Super, redes sociais e campanhas da Igreja Católica, na pessoa do querido Padre Ferreira, tudo estava indo muito bem. Recolhemos milhares de livros de diferentes autores, estilos e assuntos. Dava para agradar a gregos e troianos.

Até que um tal vírus, nada bendito, resolveu aparecer pelo Brasil bagunçando tudo. O projeto precisou ser suspendido, devido à segurança de quem doa e de quem recebe os livros. O interessante é que eu continuo recebendo muitos emails de pessoas querendo doar os livros para a Biblioteca Solidária. Mas um anjo da guarda, a Bia (que trabalha na Superintendência de Humanização do Atendimento da SEJUSP) e que também adora projetos sociais, me disse que os presídios estavam precisando de muitos livros.

Hoje, ela veio buscar os milhares de livros recolhidos durante o ano e que serão encaminhados para: Presídio de Campo Belo/ Presídio de Manhumirim/ Presídio Alvorada de Montes Claros/ Presídio de Rio Pomba/ Complexo Penitenciário de Ponte Nova. Muito obrigada mesmo a todos que doaram. Os livros estão seguindo seus destinos e, se Deus quiser, mudarão a mentalidade de muitas pessoas.

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Chega de racismo.

Sempre ouço de amigos negros que, como branca, eu jamais poderei imaginar o que eles sentem na pele. De fato, eu fui criada numa bolha repleta de privilégios e que eu só me dei conta depois de mais velha. Enquanto jornalista, já cobri os dois mundos e, como caçadora de histórias e personagens, eu precisei me descontruir, para descobrir uma nova Paula, ´´isenta´´ de preconceitos, mas não se enganem. Certamente, durante esse caminho, já reproduzi algumas falas pejorativas. Infelizmente, nossos ancestrais e livros de História, pelo menos da minha época, eram escravocratas, oligárquicos e excludentes. Aprendemos tudo sob a ótica dos colonizadores e não o contrário. 

Há 6 anos, eu me enveredei por uma jornada como escritora (ainda caminhando a passos lentos). Apesar de a maioria ser livro infantil, queria histórias reais ou, pelo menos, baseadas em fatos, daquelas que as crianças pudessem se identificar. E, assim, todas as minhas personagens infantis nasceram: Beca, Alan, Lili, Mary e, agora, Bia.

Com narrativas e assuntos diferentes (dislexia, síndrome de Down, refugiados da Síria, política para crianças e Covid-19), todos têm algo em comum: falam sobre empatia, respeito,  equidade, inclusão, solidariedade e representatividade.

Hoje, quero falar de dois personagens em específico (Lili e Bia), devido ao desrespeito com as vidas pretas ao longo da história, mas que foram registradas nessa última semana: o racismo. Muitos devem estar se questionando: ´´Nossa, mas uma branquela falando sobre racismo?´´ Respondo, com muita humildade. Vcs têm razão, mas aonde quero chegar?

Os meus livros não falam diretamente sobre racismo, mas trazem duas personagens pretas, que são muito inteligentes, lindas, generosas e que assumem um papel de protagonistas em suas vidas. Almejo que meus leitores mirins possam se identificar com elas e se apenas ´´um´´ ou ´´uma´´  se sentir tocado (a), eu já terei cumprido minha missão.   Além da dívida histórica que temos com nossos irmãos pretos, precisamos ter a esperança de um mundo com mais equidade. Que nenhuma vida seja exterminada e lágrimas de sangue sejam derramadas para que possamos ver o óbvio: toda vida importa!

Que possamos ter a oportunidade de lermos mais os livros de Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Angela Davis, Michelle Obama ou sobre Ruby Bridges, Nelson Mandela, Martin Luther King e Barack Obama (meus ídolos). Elem têm muito a nos ensinar. E como têm!

Agradeço aos meus amigos pretos que, por sinal, são maravilhosos, pelas aulas e conversas sobre racismo. Vcs não têm ideia do quanto me ensinam e do quanto sou grata por tê-los na minha vida: Fred Mendes, Ester Antonieta, Leandro Perché e Rafa Rafael Mansur – que é branco, mas entende como ninguém o racismo), meu abraço sincero e uma vontade imensa de passarmos para as próximas gerações um mundo melhor e cada vez mais diverso.

Estou na luta com vcs. Sempre!!!