Biblioteca Solidária no Presídio de Bicas I

Desprender de livros não é uma tarefa muito fácil para os amantes de literatura, mas fazê-los circular, sabendo que públicos diversos poderão ter acesso à arte, ai ai (suspiro) é tão gratificante. Desculpe, não consegui fugir do clichê.

Eu não sei se vc, que está lendo este meu texto, sente isso, mas eu me sinto tão “íntima” de alguns autores , por meio de seus escritos, que eu queria mesmo passar essa paixão para todos. Aos pouquinhos e a passos de tartaruguinha, temos conseguido. O feedback tem sido massa demais da nossa Biblioteca Solidária.

Hoje foi dia de doar livros ao Presídio de Bicas I. A pedagoga do presídio, Elaine Gomes ( na fotinha comigo), prometeu doar parte dos livros à Penitenciária Professor Jason Soares de Albergaria tb. Ambas já tinham armário, então, não foi necessário doar os livreiros.

É muito importante deixar claro que esse projeto só é possível graças à doação de livros de amigos, como vc, e de pessoas que trabalham no presídio e que acreditam na ressocialização, por meio da literatura, como o diretor de atendimento ao Preso do Presidio de São Joaquim de Bicas I, Ragazzi, e à pedagoga Elaine Cristine Marques Gomes. Como gostei de conversar com vcs. Muito obrigada por tudo!!!

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Biblioteca Solidária no Hospital Municipal de Contagem/ Pronto Atendimento Infantil

Como todos os meus projetos nascem de sonhos, a Biblioteca Solidária em Hospital não poderia ter sido diferente. Sonhei com ela e, em janeiro deste ano, antes mesmo de saber se daria ou não certo, já comecei a fazer campanha de arrecadação de livros, por meio das minhas redes sociais. E chegaram caixas. Bom demais, né?

A estrutura é daquela biblioteca itinerante que fizemos no ano passado, mas devido à chuva não faz sentido deixá-la pelas ruas. Depois, pensaremos numa biblioteca menor e mais prática com essa finalidade.

Mas vamos ao que interessa: a Biblioteca Solidária já está no Hospital Municipal de Contagem, na recepção do Pronto Atendimento Infantil. Uhuuu!!!! Partindo do pressuposto de que livros curam a alma e a mente, acredito que um ambiente como um hospital requer algo que as pessoas precisem se sentir melhor.

O intuito é que estes futuros leitores possam ter leveza, calma, diversão, cultura, acesso a um material democrático, distração, visão mais ampla do mundo e compartilhamento de conhecimento.

Foi pensada, também, uma estratégia de humanização adotada por diversas instituições de saúde com o objetivo de levar à criança, ao adulto e ao idoso a mediação de leitura de histórias. Por meio da leitura em ambientes hospitalares é possível motivar não somente pacientes, mas todos os sujeitos que circulam neste local. Afinal, “o livro só ganha vida quando está nas mãos de seu leitor, seja ele quem for”.

E assim, temos feito (com a parceria do lindo PROJETO SORRISO, idealizado por Cauby Morais e Josiane Ciolette, e da COLETIVA) essa rede de bibliotecas completamente APARTIDÁRIA e que proporcione a “BIBLIODIVERSIDADE” , permitindo que diferentes públicos se identifiquem com as temáticas.

Quero agora, agradecer imensamente à amiga e jornalista Carol Sousa, que me ajudou na articulação com os responsáveis; ao subsecretário da Secretaria Municipal de Comunicação de Contagem, Pedro Blank; à coordenadora do Complexo Hospitalar e UPAs de Contagem, Denise Dias, aos meus pais e amigos que doaram caixas de livros, como a prima Cássia Fernandes, a professora Sônia Pessoa, a bibliotecária Ana Maria e muitos outros.

Obrigada, do fundo do coração. Aliás, tem saído borboletas do meu coração e de todo o meu corpo de tanta alegria!!!

BIBLIOTECA SOLIDÁRIA NOS PRESÍDIOS. É POSSÍVEL???

Algumas cinco pessoas já me fizeram uma determinada pergunta. Então, antes de começar meu texto e falar dos meus projetos literários, preciso informar. Eu NÃO sou filiada a nenhum partido político e, TAMPOUCO, tenho vontade de pleitear uma vaga no Legislativo. NÃO MESMO! Acho que podemos fazer política, por meio de projetos que nos representem e que acreditamos.

Agora vamos ao que interessa. A ideia da biblioteca solidária começou tão pequenina (na verdade ainda continua) e o intuito sempre foi levar literatura para quem quisesse ler. Sempre foi apartidário e democrático, respeitando gostos, credos e religiões.

É claro que, como em todo projeto, não são todas as pessoas que acreditam (o que não há problema algum) e há as que soltam suas pérolas, recheadas de malevolência. (Neste caso, só me resta virar o olho mesmo).
Normalmente, meus projetos surgem em sonhos. Acho que é Deus tendo um dedinho de prosa comigo… e, no ano passado, comecei a pensar como levar literatura para pessoas que estão às margens da sociedade, como os presidiários, que não têm acesso algum à cultura, literatura e poesia. Como alguém consegue viver sem arte? Não sei. Enfim, cismei que montaria uma minibiblioteca itinerante nos presídios que ainda não tivessem biblioteca.

Consegui o contato com a Secretaria de Administração Prisional, e conversei com a supergentil e superprofissional, Beatriz, que me passou as unidades prisionais que não possuem biblioteca. Ela, tão empolgada quanto eu, me ajudou no contato com os responsáveis por essas unidades. Uns receptivos, outros nem tanto…. mas a boa notícia é que já temos a primeira unidade a ser contemplada com a biblioteca solidária. Trata-se do Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) de Betim, graças ao entendimento, profissionalismo e sensibilidade do Diretor de Humanização deste Centro, Paulo Henrique Prado e à Assistente Social Suellen Cássia Marcelina de Paulo. Esses livros (de Machado de Assis, Clarice Lispector, gibis, Augusto Cury, poesias, romances, bíblia, O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, e muito outros, eu devo aos meus colegas e familiares que acreditaram e, gentilmente, doaram este acervo.

Na última sexta-feira, 31/01/2020, eu e meu grande amigo, Maurílio, ou Maurilex, qse irmão pra topar umas coisas dessas, fomos ao Ceresp e entregamos o livreiro com as dezenas de livros que selecionamos. Pela carinha na foto, estamos transbordando esperança.
POR QUE LIVROS NOS PRESÍDIOS???
Os números que se referem à reincidência dos presos são muito altos, atingindo cerca de 70%, segundo o Supremo Tribunal Federal/2011. Ou seja, o sistema está falhando, esses presos e até nós (“considerados gente do bem”) corremos risco. Comecei a me questionar. O que temos feito para mudar essa realidade e para que eles possam se ressocializar? (Não vou entrar no mérito dos psicopatas, porque esses são um caso à parte). Entra governo e sai governo, as mudanças não são lá grandes coisas. Pesquisei, então, o que os presídios considerados referência no mundo têm feito. Como é sabido, nenhuma novidade: lugar decente respeitando o nº x de celas, política social, trabalharem para ganhar seu próprio sustento, acesso à escola, cursos, contato com os animais (isso mesmo), prática de esporte, mais comunicação com as famílias, acesso aos livros e poesias (esse último por minha conta. rsrsrs).

Esses presidiários precisam ocupar a mente com algo que os façam sentir melhores.
Assim, diminuirão, consideravelmente, as revoltas e rebeliões. Vamos conseguir mudar todos?

Infelizmente, não. Mas quem sabe alguns, a gente não consegue plantar a sementinha do perdão, do arrependimento e do amor? Livros e poesias neles!!! Se bem não fizerem, mal também não “os” ou “nos” atingirão.

Visita à Escola Municipal Gilberto Alves da Silva- Betim

Melhor do que escrever livros, é receber o carinho e feedback dos leitores. E quando professores começam a trabalhar seu livro em sala de aula com as crianças? Aí, seguuura coração… ❤ (precisei segurar lágrimas de emoção também rsrsrs.)

Há três anos, a professora Malu começou a trabalhar o livro “O que Beca tem de diferente?” na Escola Municipal Gilberto Alves da Silva- Betim, em suas aulas de português, com alunos do 5º ano. Para quem não leu o livro da Beca, vai um spoiler… ele fala sobre dislexia, inclusão e respeito às diferenças. De lá para cá, eu recebi mensagens carinhosas e fotinhas desses momentos literários. Neste ano, foi a vez da professora Leilaine trabalhar este tema com os pequenos.

Hoje foi um desses dias para ficar na minha memória. Ao chegar na sala, eu me deparei com vários desenhos do meu rosto (como sou bonita no olhar deles rsrsr), desenhos dos personagens de todos os meus livros (Sim… o Alan, Lili e Mary também apareceram nessas obras de arte), poesias, livros feitos pelas crianças inspirados na Beca e muitos textos. As crianças declamaram lindas poesias e foram jornalistas por um dia me entrevistando (só pergunta interessante e inteligente). Adorei a experiência! A melhor homenagem que eu poderia receber.

Às crianças e às professoras Malu, Leilaine, Sheila, Joice e Cleusa, muitíssimo obrigada pela recepção, cuidado, sensibilidade e carinho. Não tenho palavras para descrever o tamanho da minha alegria e da minha gratidão. Um mundo cheio de amor, saúde, livros e poesias para vcs!!!

 

Biblioteca Solidária

Começo este texto parafraseando Cervantes em uma de suas frases mais populares e clichês: “Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade.”

A ideia inicial era fazer, anonimamente, a Biblioteca Solidária. Mas eu não tinha livros suficientes e que interessassem públicos diversos. Precisava de apoiadores. E eles foram chegando. A primeira foi minha gerente, a @josiane_ciolette (da Coletiva), que já foi me indicando pessoas que poderiam nos ajudar, como o marceneiro Roney que, com meu “rascunho”, fez a casinha que eu “desenhei”. Em seguida, meu grande amigo @mauriliobetonico (Digital Press), que fez a arte do jeitinho que eu sonhava (crianças voando num livro). Depois, o Júlio (da JM Editora- @jmeditora ) que plotou voluntariamente, e vários amigos que doaram livros (como são muitos, não dá para citar nome, mas um agradecimento especial aos colegas da Coletiva e à prima @cassiajfo ).

Apesar de não ser nada inédito, estou muito feliz em ver a biblioteca prontinha para que as pessoas possam usufrui-la e ler à vontade

Como a campanha começou na Coletiva, a primeira rua a ser contemplada será na porta da empresa (na rua Via Láctea- Jardim Riacho- Contagem), a partir de segunda- feira (29/07). Mas depois, iremos para a comunidade, se Deus quiser! (Podem dar sugestões de lugares que tenham marquises para colocarmos a biblioteca, ok?)
Por se tratar de um trabalho que contou com a ajuda de muitos voluntários, eu me vejo no dever de dar satisfação e mostrar o passo a passo de tudo que estamos realizando. Mais uma vez, muito obrigada, do fundo do meu coração.

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Autora Paula Emmanuella recebe homenagem na Câmara Municipal de Contagem por seu livro Turminha Adownrável

A Câmara de Contagem abre as portas para todo tipo de manifestação cultural.

E o “Cultura na Câmara” de março será espaço de literatura! Venha conferir o lançamento do livro infantil: “Turminha Adownrável “, de Paula Emmanuella Fernandes.

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Encontro com Antonio Fagundes

Se tem uma coisa que gosto nesta vida é prestigiar lançamentos de livros. Além de ter vício por leitura, gosto de conhecer o escritor e, neste caso, o homenageado. Como estudiosa de teatro, ou melhor, ex estudiosa, sempre admirei o trabalho do Antonio Fagundes.
Ele era aquele ator que eu sonhava em contracenar. Em 2018, eu vi o Felipe, de O Dono do Mundo; o repaula-e-antonio-fagundesspeitado coronel Zé Inocêncio de Renascer; o advogado Otávio Jordão de A Viagem; o fazendeiro Bruno Mezzenga de O Rei do Gado e tantos grandes personagens emblemáticos e inesquecíveis.
Fagundes estava com meu livro #AMagiadoTeatro nas mãos. Isso me emocionou, de verdade.
Que tenhamos uma sociedade com mais teatro, mais livros e mais Antonios. Não mais Fagundes, porque esse é único.